O inverno chegou com força em Realeza. As manhãs geladas, o sereno sobre a grama e o frio que faz a gente procurar um lugar quentinho para começar o dia.
E foi justamente ao lado do tradicional fogão a lenha do seu Severino, pai do Jonas da Absoluta, que encontramos uma cena que representa muito mais do que o inverno. Representa a história de um povo.
Em uma época de tecnologias, aquecedores e rotinas cada vez mais corridas, o velho fogão a lenha continua firme, aquecendo casas, preparando o café e reunindo famílias. Para muitos realezenses, ele não é apenas um utensílio doméstico, mas um símbolo de infância, de carinho e das lembranças dos avós.
Quem cresceu no interior certamente guarda na memória o cheiro da lenha queimando, a chaleira sempre quente e as conversas que pareciam durar horas ao redor do fogo. São recordações simples, mas que carregam a essência das nossas tradições sulistas.
Em Realeza, o frio chega todos os anos. Mas junto com ele também voltam as histórias, os costumes e aquele sentimento de aconchego que atravessa gerações.
Porque no fim das contas, o que aquece o inverno não é apenas o fogo do fogão a lenha. São as memórias que ele mantém vivas.
Redação Absoluta Rádio/TV
