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ACUSADO DE MAIS DE 30 ESTRUPROS E ASSASSINATOS DE CRIANÇAS, INCLUINDO UM MENINO DE MARMELEIRO, MORRE NA PRISÃO

Publicada em: 30/07/2026 10:44 -

Morreu no dia 23 de julho de 2026, no Complexo Médico Penal, em Curitiba, José Airton Pontes, de 70 anos. Ele cumpria pena por crimes praticados contra crianças e adolescentes e estava preso desde 2005. A causa da morte foi um câncer.

O caso ganhou grande repercussão no Paraná após o assassinato do menino Renato Renan Poronizak, de 7 anos, ocorrido em Marmeleiro, no Sudoeste do Estado.

O crime Em 2005, José Airton chegou a Marmeleiro apresentando-se como missionário evangélico e aproximou-se da família da criança. Segundo as investigações, ele levou o menino até uma área de mata na comunidade de Rio Verde, sentido Flor da Serra do Sul, onde o crime foi cometido.

O corpo foi localizado após uma força-tarefa que mobilizou equipes policiais e voluntários. A investigação O caso foi investigado pela então 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão. A equipe, coordenada pelo delegado-chefe Ivonei Oscar da Silva e pelo delegado-adjunto Luiz Rogério Sodré, realizou diligências em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina.

Entre os investigadores estava Valderez Luiz Scalco, atualmente delegado-chefe da Escola Superior da Polícia Civil do Paraná. Após dias de intensas buscas, José Airton foi localizado e preso em Pinhalzinho (SC). Confissões e outros crimes Após a prisão, ele confessou o homicídio de Renato e prestou depoimentos sobre outros crimes praticados ao longo de sua trajetória. Foi durante os interrogatórios que a polícia percebeu estar diante de um dos maiores criminosos em série do país.

As investigações apontaram seu envolvimento em mais de 30 casos de violência sexual contra crianças e confirmaram sua responsabilidade em pelo menos três homicídios. Também houve investigações relacionadas a desaparecimentos e mortes de crianças em outros estados, embora parte desses casos não tenha sido totalmente esclarecida.

Entre os fatos apurados pela polícia estão: Prisões anteriores em Santa Catarina por crimes contra crianças; O homicídio da menina Jéssica Morais de Oliveira, de 8 anos, em Curitiba, esclarecido após sua prisão em Marmeleiro; Um caso registrado em Espírito Santo do Turvo (SP), onde utilizava a identidade de um familiar. Além disso, ele foi investigado por ocorrências registradas em Ji-Paraná (RO), Lucas do Rio Verde (MT) e Joinville (SC). Condenação Pelo homicídio de Renato Renan Poronizak, José Airton foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Francisco Beltrão a 50 anos de prisão.

Inicialmente cumpriu pena na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão. Nos últimos anos, em razão do tratamento contra um câncer, foi transferido para o Complexo Médico Penal de Curitiba, onde morreu após cerca de 21 anos de prisão.

Caso marcou a história da região O assassinato de Renato Renan Poronizak teve grande repercussão no Paraná e é considerado um dos casos criminais mais marcantes da história do Sudoeste do Estado.

A investigação conduzida pela Polícia Civil foi fundamental para a prisão do condenado e para o esclarecimento de outros crimes atribuídos a ele. O PPNews acompanhou toda a investigação desde a prisão de José Airton, em 2005, registrando os principais desdobramentos de um dos casos de maior repercussão da região.

*Pesquisa e levantamento realizados pelo PPNews

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